HISTÓRICO
A atual Universidade Tecnológica Federal do Paraná iniciou suas atividades no começo do século XX, quando em 23 de setembro de 1909, através do Decreto Presidencial nº 7.566, foi institucionalizado o ensino profissionalizante no Brasil. Em janeiro de 1910, surgiu a Escola de Aprendizes e Artífices de Curitiba, à semelhança das criadas nas capitais de outros estados da federação. Em 1937, recebeu a denominação de Liceu Industrial de Curitiba, ministrando ensino equivalente ao de primeiro ciclo. Em 1942, a Lei Orgânica do Ensino Industrial unificou a organização deste ensino em todo o território nacional. A nova orientação atribuía ao ensino a preparação dos trabalhadores da indústria, dos transportes, das comunicações e da pesca. Com essa nova reforma, instituiu-se a rede federal de estabelecimentos de ensino industrial, denominadas Escolas Técnicas. Por sua vez, o Liceu Industrial de Curitiba passou a denominar-se Escola Técnica de Curitiba. Em março de 1944, foi criado o primeiro curso de 2º Ciclo da Instituição: o Curso de Mecânica. Em 1946, foi firmado um acordo entre o Brasil e os Estados Unidos visando ao intercâmbio de informações relativas aos métodos e à orientação educacional para o ensino industrial e ao treinamento de professores. Decorrente desse acordo criou-se a Comissão Brasileiro-Americana Industrial (CBAI), que passou a integrar o Ministério da Educação. Os Estados Unidos contribuíram com auxílio monetário, especialistas, equipamentos, material didático, oferecendo estágio para professores brasileiros em escolas americanas integradas à execução do Acordo. A então Escola Técnica de Curitiba tornou-se um Centro de Formação de Professores, recebendo e preparando docentes das Escolas Técnicas de todo o país, em cursos ministrados por um corpo docente composto de professores brasileiros e americanos. Em 1959, a Lei nº 3.552 reformou o ensino industrial no país. A nova legislação unificou vários ramos de ensino técnico existentes até então. Por força da Lei nº 3.552/59, a Escola Técnica de Curitiba alterou o seu nome, à semelhança das Escolas Técnicas de outras capitais, para Escola Técnica Federal do Paraná. Em 1969, a Escola Técnica Federal do Paraná, juntamente com as do Rio de Janeiro e Minas Gerais, foi autorizada por força do Decreto-Lei nº 547, de 18/04/69, a ministrar cursos superiores de curta duração. A Escola Técnica Federal do Paraná passou a ofertar cursos de Engenharia de Operação nas áreas de Construção Civil e Elétrica, a partir de 1973.Em 1978, a Lei nº 6.545 concedeu que, juntamente com as Escolas Técnicas Federais do Rio de Janeiro e Minas Gerais, que também ofereciam cursos de ensino superior de curta duração, a então Escola Técnica Federal do Paraná seja transformada em Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET), um novo modelo de instituição de ensino com características específicas: atuação exclusiva na área tecnológica; ensino superior como continuidade do ensino técnico de 2º Grau e diferenciado do sistema universitário; acentuação na formação especializada, levando-se em consideração tendências do mercado de trabalho e do desenvolvimento; realização de pesquisas aplicadas e prestação de serviços à comunidade. Em 1983 os cursos de Engenharia de Operação deram lugar aos de Engenharia Industrial (Eletrônica e Eletrotécnica). Em 1988 a instituição iniciou suas atividades de pós-graduação "stricto sensu" com a criação do programa de Mestrado em Informática Industrial, oriundo de outras atividades de pesquisa e pós-graduação "lato sensu", realizadas de forma conjunta, (no ano de 1987), com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), além da participação do governo do Estado do Paraná como instituição de apoio ao fomento. Em 1991, tendo em vista a interdisciplinaridade existente nas atividades de pesquisa do programa, que envolviam profissionais tanto das áreas de Engenharia Elétrica quanto das áreas de Ciência da Computação, o Colegiado do Curso propôs que sua denominação passasse a ser de "Curso de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica e Informática Industrial" (CPGEI).A partir de 1990, participando do Programa de Expansão e Melhoria do Ensino Técnico, o CEFET-PR estendeu sua ação educacional ao interior do Estado do Paraná com a implantação de suas Unidades de Ensino Descentralizadas nas cidades de Medianeira, Cornélio Procópio, Ponta Grossa, Pato Branco e a partir de 1995, em Campo Mourão. Em 1995, teve início o segundo Programa de Pós-Graduação "stricto sensu" em Tecnologia (PPGTE), com área de concentração em Inovação Tecnológica e Educação Tecnológica. Neste ano também foi criado o curso de Engenharia Industrial Mecânica.Em 1998, foram criados os Cursos Superiores de Tecnologia em todas as unidades. Atualmente são 28 cursos nas mais diferentes áreas. Entre eles, os ministrados em Ponta Grossa: Tecnologia em Alimentos, Tecnologia em Eletrônica, Tecnologia em Mecânica e Tecnologia em Informática com as suas respectivas ênfases. Em 1999, o CPGEI instituiu seu curso de doutorado em Engenharia Elétrica e Informática. Em 2000 o CEFET-PR de Curitiba iniciou as atividades do Programa de Pós-Graduação “stricto sensu” em Engenharia Mecânica e de Materiais. O programa foi credenciado e avaliado com conceito 4, numa prova inequívoca da sua capacidade e de sua busca pela consolidação como instituição de excelência também no ensino pós-graduado. Em 2001 foi elaborado, no CEFET-PR de Ponta Grossa o projeto para oferecer o Curso de Pós-graduação “latu sensu” em Gestão Industrial e no ano de 2003 o Programa de Pós-Graduação “stricto sensu” na mesma modalidade.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
historico da escola tecnica
A história da Escola Técnica da UFPR é ainda mais antiga que a da Universidade mais antiga do Brasil - a UFPR - fundada em 1912 com o nome de Universidade do Paraná. Tendo como primeiros cursos: direito, odontologia, engenharia, farmácia e medicina. A UFPR funcionou como Faculdades isoladas até 1946 e foi federalizada em 1950, passando a ser uma instituição pública e a oferecer ensino gratuito.
A Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná, foi criada em 1869 e pertencia à antiga Colônia Alemã de Curitiba; seus fundadores Gottlieb Mueller e Augusto Gaertner eram sócios do Verien Deutsche Shule. Até 1914, o estabelecimento chamou-se Escola Alemã, depois Colégio Progresso.
Em 1941, a então Academia Comercial Progresso, foi adquirida pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná, sendo autorizada a funcionar sob a denominação Escola Técnica de Comércio anexa à Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná.
Em 22 de janeiro de 1974, o Conselho Universitário decidiu integrá-la a UFPR como órgão suplementar e a partir de 1986, ela passou a ser denominada Escola Técnica de Comércio da Universidade Federal do Paraná.
A partir de 14 de dezembro de 1990, ao aprovar a reorganização administrativa da UFPR, o Conselho Universitário alterou a sua denominação para Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná, vinculando-a à Pró-Reitoria de Graduação e em novembro de 1997, por decisão deste mesmo conselho foi classificada como unidade da UFPR.
A Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná, foi criada em 1869 e pertencia à antiga Colônia Alemã de Curitiba; seus fundadores Gottlieb Mueller e Augusto Gaertner eram sócios do Verien Deutsche Shule. Até 1914, o estabelecimento chamou-se Escola Alemã, depois Colégio Progresso.
Em 1941, a então Academia Comercial Progresso, foi adquirida pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná, sendo autorizada a funcionar sob a denominação Escola Técnica de Comércio anexa à Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná.
Em 22 de janeiro de 1974, o Conselho Universitário decidiu integrá-la a UFPR como órgão suplementar e a partir de 1986, ela passou a ser denominada Escola Técnica de Comércio da Universidade Federal do Paraná.
A partir de 14 de dezembro de 1990, ao aprovar a reorganização administrativa da UFPR, o Conselho Universitário alterou a sua denominação para Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná, vinculando-a à Pró-Reitoria de Graduação e em novembro de 1997, por decisão deste mesmo conselho foi classificada como unidade da UFPR.
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